quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Tudo é uma unidade

  “Nada do que existe tem significado se não estiver em associação com o seu todo.” 

 Desde o início dos tempos, que os seres humanos têm vindo a estabelecer divisões entre eles, dividiram as terras em continentes e países, dividiram-se em raças e hierarquias, dividiram-se em grupos pelos mais  diversos motivos e persistem em dividir-se assim sucessivamente.
 No fundo a conspeção desta divisão, nada mais, é do que uma barreira entre o nosso “eu e tudo o que está para além da sua própria consciência, ou seja, aquilo que não se pode conhecer, sentir ou interpretar, é por esse motivo, que na maior parte das vezes este posicionamento é sinal de desconfiança e do medo que temos do que nos é estranho. Este medo tem origem no profundo desconhecimento que a humanidade tem sobre como todo o universo se correlaciona.
 À primeira vista, tudo parece estar separado por matérias, gazes e forças diferentes, que coexistem entre si, mas se olhamos atentamente percebemos, que nada se pode separar do seu conjunto, pois, tudo o que existe tem uma mesma fundação um mesmo propósito, daí a impossibilidade de desconjuntar qualquer substância existente no universo, já que esta apenas têm função quando se encontra interligada com tudo o que a cerca.
 A partir desta premissa percebemos que o conceito de funcionalidade está sempre associado a um conjunto de elementos. E esta regra aplica-se a qualquer elemento existente no universo sendo por isso uma das bases das leis descritas por Isaac Newton.
 Então se nada no universo se pode separar do seu todo, porque motivo os seres humanos continuam afincadamente a batalhar para a divisão do nosso mundo, mesmo sabendo que com isso apenas criaram medos, ódios, guerras, fomes, doenças e morte? Porque motivo o homem cria o caos e a desordem no mundo?
 Abordarei estas questões num próximo artigo.
“Construímos muros demais e pontes de menos.”
Isaac Newton

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