quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Ego…



 Desde sempre que o ser humano espelha em tudo o que pensa ou cria o seu maior intento, alimentar o seu ego. A palavra ego é de origem latina e significa “eu”, ou seja, o individuo em si, a sua vontade, que advém sempre do seu instinto. Tudo isto inicia-se com o seu nascimento e termina com a sua morte, é portanto uma vontade inerente ao ser.
 O instinto está ligado ao nosso inconsciente, esta é a parte mais importante da estrutura do pensamento, pois é a partir deste inconsciente que o nosso consciente é estruturado, é como se esta parte da mente humana fosse a estrutura óssea do pensamento, é ele que dá a forma, que antecipa o fim e a direcção de pensamentos e acções.
 Podemos então dizer que o mal dos Homens, ita da Humanidade, está toda nesta pequena estrutura arquitectada do inconsciente, que leva a todos a viver apenas para suprimir necessidades que no fundo não são verdadeiras necessidades, mas antes ilusões, que funcionam apenas para nos distrair das verdadeiras necessidades Humanas.
 Uma das ilusões mais típicas é a necessidade de poder e ou reconhecimento, que faz com que grande parte dos indivíduos criem estruturas ou mecanismos de destaque na sociedade, das mais diversas formas, sempre com o enfoque nesta estrutura de pensamento atípico. Assim indivíduos conduzidos por esta linha de raciocínio direccionam toda a sua vida e energia na procura de poder e reconhecimento, que muitas das vezes acaba por se tornar uma obsessão.

Outra necessidade ilusória muito comum que determinados indivíduos demonstram no percurso das suas vidas é a sua constante busca pela diferenciação do corpo e do seu modo de vida através de excentricidades, no intuído de se reafirmarem como diferentes da maioria, excluindo-se assim dos restantes, para se tornarem especiais. Há ainda quem procure ser querido e amado pelos demais, busque protecção nos outros e nas coisas que estes podem oferecer,  tudo isto é também dirigido pelo ego.
 Então o que é o ego? Para que ele serve e porque existe?
 O ego no fundo nada mais é do que o começo do individuo é a base do ser, aquilo que mais nos aproxima dos animais. Ele serve para nos salvaguardar dos imprevistos e das incertezas é guiado pelo medo e pela desconfiança do que se encontra fora de nós, ou seja, daquilo que está para além da nossa compreensão, sendo nada mais do que um meio de salvaguardar a própria existência, sem o uso da lógica ou da razão.
 Quando nos consciencializamos da verdade, aquilo que nunca poderá ser negado, começamos a experimentar uma outra realidade, a nossa mente passa a poder alcançar outras metafísicas, que apenas podem ser descortinadas com o uso da razão e da lógica, onde o medo deixa de existir para dar lugar há certeza.

 Se o Homem é guiado pelo ego, como poderá ele então descobrir por si mesmo quais são as suas verdadeiras necessidades?
 A resposta é deixar de viver o eu, e passar a viver o nós! Cabe a cada um a consciencialização desta dinâmica da personalidade humana.



“Quanto maior o conhecimento, menor o ego, quanto maior o ego, menor o conhecimento.”

Albert Einstein

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Tudo é uma unidade

  “Nada do que existe tem significado se não estiver em associação com o seu todo.” 

 Desde o início dos tempos, que os seres humanos têm vindo a estabelecer divisões entre eles, dividiram as terras em continentes e países, dividiram-se em raças e hierarquias, dividiram-se em grupos pelos mais  diversos motivos e persistem em dividir-se assim sucessivamente.
 No fundo a conspeção desta divisão, nada mais, é do que uma barreira entre o nosso “eu e tudo o que está para além da sua própria consciência, ou seja, aquilo que não se pode conhecer, sentir ou interpretar, é por esse motivo, que na maior parte das vezes este posicionamento é sinal de desconfiança e do medo que temos do que nos é estranho. Este medo tem origem no profundo desconhecimento que a humanidade tem sobre como todo o universo se correlaciona.
 À primeira vista, tudo parece estar separado por matérias, gazes e forças diferentes, que coexistem entre si, mas se olhamos atentamente percebemos, que nada se pode separar do seu conjunto, pois, tudo o que existe tem uma mesma fundação um mesmo propósito, daí a impossibilidade de desconjuntar qualquer substância existente no universo, já que esta apenas têm função quando se encontra interligada com tudo o que a cerca.
 A partir desta premissa percebemos que o conceito de funcionalidade está sempre associado a um conjunto de elementos. E esta regra aplica-se a qualquer elemento existente no universo sendo por isso uma das bases das leis descritas por Isaac Newton.
 Então se nada no universo se pode separar do seu todo, porque motivo os seres humanos continuam afincadamente a batalhar para a divisão do nosso mundo, mesmo sabendo que com isso apenas criaram medos, ódios, guerras, fomes, doenças e morte? Porque motivo o homem cria o caos e a desordem no mundo?
 Abordarei estas questões num próximo artigo.
“Construímos muros demais e pontes de menos.”
Isaac Newton

quarta-feira, 10 de junho de 2015

A vida de uma pequena borboleta


 Pequeno corpo, grandes asas... Ela não fazia ideia onde um dia iria parar,  mas sabia o caminho que deveria seguir e isso era tudo o que ela realmente precisava saber.  
                                                                                  Joana Almeida




 Na sua sábia e perpétua continuidade a Natureza pode de facto, isto se deixarmos de viver agrilhoados a atitudes mesquinhas, ajudar-nos a entender o significado latente que existe no mundo, e que naturalmente sem esta sensibilidade tenderia a escapar do nosso entendimento, e deixar assim um espaço em branco na nossa formação como pessoas.
 Embora na atualidade, a maioria dos seres humanos escolham viver a sua curta existência concentrando-se apenas no vasto universo cosmopolita citadino, onde o capitalismo junto com a ganância e o poder proliferam corroendo tudo e todos , é obvio que à medida que o tempo passa as suas vidas vão se deteriorando. Eles podem fechar os olhos às consequências das suas escolhas, mas não podem fugir delas.
 Para sermos felizes não precisamos de viver de acordo com os ditames da sociedade, pois tal como as borboletas nós temos asas, elas são a nossa liberdade de escolha, portanto usem-na!
 Não é a riqueza dos grandes que lhe poderá trazer a felicidade, pois a felicidade só é dada a saborear aos que sabem apreciar as pequenas coisas da vida…

Ego…

 Desde sempre que o ser humano espelha em tudo o que pensa ou cria o seu maior intento, alimentar o seu  ego . A palavra  ego  é de ori...